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terça-feira, 16 de junho de 2009

Desengasgômetro

Toda dor que eu sinto nos meus pés,
não vai chegar aos pés da dor que ele sentiu.
As minhas mãos que sempre me furtaram,
nunca aliviaram a dor que ele sentiu.

Se você quiser ver um sorriso meu, então respeite a dor que eu trago em mim.
Pois antes de sorrir ele sofreu,e eu sei que tudo aquilo foi por mim.

Eu sei que toda dor,daquele dia cinza,
é o que torna azul,meus dias bons.
Todo rancor que o mundo me ensina,
não arranca nenhum prego,que o prego do soldado te pregou.
Toda flor que nasce na rotina, arranca de mim a certeza de um futuro dúvidoso.
Não há dor que meu peito sinta, que as suas mãos não possam curar.
Não há cura que exista, que não seja as suas mãos que criaram.
Eu creio,eu crio,
meu freio está por um fio.
Tão feios, mas se dizem bonitos.
o mundo mudou,o mundo está mudo,
falando tanta bobeira,
bebendo o seco e cuspindo ódio.

Luh

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