Quem passa por aqui

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

De vez enquando

De vez enquando, quando o dia ainda vai passando
eu fico olhando.....

Quando a distância existe
a constância não persiste.
Quando estamos perto
tudo fica tão longe de ser ruim.
Quando o tempo fecha, eu abro a janela.
Quando o vírus chegou, eu já estava doente.
Quando eu minto você acredita.
Quando eu acreditei, você estava mentindo.
Quando eu penso
eu não sei mais escrever.

sábado, 5 de novembro de 2011

Quando agora não for mais


Quando a claridade de uma lâmpada fraca cansar minhas vistas
Quando minhas pernas forem as rodas de uma cadeira, e
meus cabelos tiverem cores diferentes da que a noite nos trás
Quando o que me faltar for o ar e o que sobrar forem dias
Quando minha boca for sem presa e quando a presa não me tomar
Quando as rugas forem todo o meu rosto
Quando minhas fugas forem só lembranças,
Eu vou lembrar que nunca fugi e isso não será apenas recordação.

Quando eu sentir que incho, vou estar cheio de mim
Quando minhas mãos tremerem, não vou mais temê-las
Quando eu não puder mais ir sozinho, não vou
Quando eu não puder mais beber água sozinho
Então, mergulho nesse copo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ou viu, ou vê? Ouviu? Então, vê.

 Queria te falar sobre as coisas que penso, daí penso melhor e acabo deixando pra lá.
Não é que eu não sinta, nem que ache que você não mereça. Mas eu sinto que não devo.
Aliás, eu devo, mas o maior aliado que tenho é esse silêncio, que sempre acaba em bobeira.
  Eu não acho que os anos que vivi foram realmente meus. Então, quando você me pergunta
quantos anos eu tenho, não sei se digo dos que passaram, ou quantos ainda vou viver.
Você acredita no futuro? Porque eu, vivo flutuando no presente.

segunda-feira, 18 de julho de 2011


Então eu vi um relógio em forma de ventilador.
Será que a intenção é fazer o tempo voar ?
Meus dias nunca andaram conforme meu relógio.
Apesar de ter um no celular, um no quarto, e outro no pulso.
Meu ventilador sempre rodou fazendo barulho,
e minhas intenções nunca foram lá tão formosas assim.
Logo, olho meu relógio, ligo o ventilador e vôo aqui dentro do quarto mesmo

domingo, 26 de junho de 2011

De dentro que vem o riso que aflora na parte de fora.

Alto-lá com toda essa baixeza que você costuma me tratar.
Sim, eu escorreguei direto para um tropeço em praça pública,
mas isso não faz do meu erro, um evento.
Não espero que você não ria, e nem espere que eu ria enquanto espero por melhoras.

Que horas são agora, além de meia-noite?
Que noite é inteira se eu não vejo passar as horas?
Quem vai além, se vive como um relógio de parede, preso as horas?
Se livre, se vire, se veja, livre seja.

Não dou a mínima para esse esforço que você faz para ser o máximo.
Sim, eu sou um cara estático, fanático, lunático e nada simpático.
Agora quando eu quero abraço, lembro que tenho dois braços e
quando quero rir, me olho no espelho.









terça-feira, 7 de junho de 2011

Passar domingo dormindo, é o melhor menino!

E hoje é domingo, um dia que por sí só tinha a obrigação de ser fantástico.
porém, a única coisa que chega perto disso é o nome do programa da Rede Globo.
Então me levantei da cama porque iria passar jogo do meu time na televisão.
E na primeira propaganda que vi, a frase de efeito me dizia: "Os bons são maioria".
Logo desliguei e me deu sede. Nada dessa Coca-Cola mentirosa na geladeira.
Fui na vendinha que tem no meio da minha quadra, e trouxe pra casa um litro de leite e
um pacotinho de canela. Depois de misturar quase meio pacote de acuçar nos dois,
o dia parecia ficar mais doce.
Ao ligar a TV outra vez, troquei de canal e um anúncio dizia: "Pânico na TV". Entrei em pânico literalmete
e voltei pro canal do começo, na espera de começar o jogo.
Me lembrei de uma pizza de calabressa acebolada que tinha deixado na geladeira na noite passada.
já era passado. Não estava mais lá.
Foi quando pedi para minha irmã fazer um strogonoff de frango. Pois, como se estivesse 'grávido', eu senti
uma vontade imensa.
E nada do meu jogo!
Tirei minha cueca preta e fui tomar banho.
Fui pro quarto e ouvi meu disco do Chico, depois um do Belchior, um do Michael, e um do Ultraje.
Cansei.
Nem algodão-doce, nem chocolate amargo.
E começa o jogo....

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Inspiratodação

Inspiraçao é inspirar as pessoas nas suas ações
é ter inspiração nas coisas que vê. 
É crer que  as suas ações são inspiradas por feições e fatos.


Comunicação, não é comunicar suas ações
é agir e deixar que ela se comunique por sí só.
e ter nela resultado de ação.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O que menos faço é com toda força.

E então Deus fez o homem
e quando esse mesmo homem morre
fica só o que ele fez por sí mesmo.
Não pense nisso, até porque eu já pensei .
Faça o que eu não tenho feito.

Eu tenho um peito infestado de Erva-daninha
uma enchada cega e um rastelo estragado.
Eu sou um jogo de 7 erros, em uma só imagem.
Minha pressa só é assim rapida porque vive fugindo da mansidão.

Só vim até esse escuro
para deixar claro
que tenho que ir logo!

Com sono a ponto de estar zonzo
tonto diante desse zigue-zague na cabeça
besta perante essa sua palidez.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Que graça a vida tem sem sua graça.

Comer ao meio dia/Dormir á meia noite
Dar risada das piadas clichês/Torcer pelos personagens da novela
Se cansar de ficar em casa/Voltar quando estiver cansado
Se lavar na água do banheiro/Se sujar na areia da rua
Se arrumar para os outros/reparar neles/e tirar sarro de muitos
Beber até ficar tonto/Esperar passar a ressaaca pra beber de novo
Arrumar a casa á espera de alguém/Bagunçar tudo se você vier

Atualizar Orkut, Facebook, Twitter e Msn, sabendo que ninguém se importa de verdade
Ser de verdade e só dizer mentira pra se igualar 
Se igualar a eles e ficar a espera de alguém diferente
Se frustrar e confiar de novo, confiar outra vez e só restar a frustração no final


Uma alegria imensa me espera 
'Mas eu não sei em qual esquina ela vai me' abraçar, 
ou me tomar de assalto. Já que eu nunca dei muito crédito a ela.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Não saberia escrever outra coisa.

Uns usam lentes de contato, outros tem remelas nos olhos.

Eu vejo TV quando não vejo Você
Eu deito no chão quando não deito no teu colo
Eu colo figuras nas paredes
Eu arranco minhas roupas e ligo o ventilador
Eu peço ao meu filho para dormir comigo
Eu corro pro banheiro, e a água é um alívio.

Um cigarro atrás do outro
troco o canal, mas a imagem na minha frente não muda
Bebo além da conta
Pago a conta., e ainda fico devendo
Como menos que a fome que tenho
Apago a luz e continuo vendo
Abro a janela e fecho a cara
encaro, que dessa vez não virá
e faço como vez ou outra fiz,
me entrego.

O depois repousa nos braços do agora 
e só desperta, quando esse tem que ir embora.

domingo, 24 de abril de 2011

Passa não

Vinha pensando em deitar logo para não ir dormir pensando nessa foto.
Tem quem passe a ser importante com o tempo
Tem quem se torna importante quando passa
E quem é importante porque não passa.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Quarto de não estar, sala de dormir

 Eu que o amei durante tanto tempo
me servindo de refúgio durante um tempo e tanto
hoje pareço odiá-lo.
 Não consigo mais descansar por aqui
Não sei mais estar por aqui, e me enoja suas paredes,
tão mal pintadas a mão, tão suja dos meus pés.
 Eu te mantive sujo para de certa forma ter um pouco mais
de quem já esteve por aqui. E hoje mesmo limpo,
não irá voltar para ver as mudanças.
Nem sua branquice vai formar contraste com o teto negro,
nem minha burrice vai constar no meu quadro negro.
 Quatro dias dormindo na sala, só para ver se desentala
essa vontade que quase me engasga e se mistura com baba.
Cinco dias vendo televisão para se entreter,
mas pelo menos uns cinco anos para entender.

terça-feira, 29 de março de 2011

'In' Velho Sendo. Envelhecendo. Velho, mesmo assim sendo.

Não mais jovem.
Mas, perdurando a  infantilidade de certas coisas. 
Jovem, e ainda ouvindo não. 
Poís, a vida má dura.
Eu não sou maduro.
Eu sou esse,
verde por dentro, escuro por fora.
E sou o mesmo de ontem,
mas nem sei se sou agora.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tão não,

Me vi cansado,
então cansei de olhar.
Indisposto a tal ponto,
que me dispus a deitar.
Tão desafiado pela chuva quanto pelo sol.
Tão desafinado cantando em Si-Bemol.
Tão afiado quanto uma linha de pipa sem cerol.
Tão bom, quanto quem coloca óculos para jogar futebol. 

terça-feira, 1 de março de 2011

Uma linha e outra sobre quem não é qualquer.

É como se eu estivesse em casa a tardezinha
e sem esperar, uma pipa caisse no meu quintal.
Com todo o seu emaranhado de linhas e cores radiantes.
Eu que já sou bem grandinho, sei de toda felicidade que
um papagaio empinado, quase alcançando o céu,
trás aos meninos da minha rua.
É assim que eu te vejo nega!
Eu estava em casa, sem esperar por nada novo,
quando o inesperado se apresentou a mim.
 

Queria ainda saber erguer uma pipa
Queria saber andar ao seu lado
Queria não estragar as coisas 
Queria que o vento trouxesse algo bom para nós
Queria dar linha nesse papagaio e alcançar maiores alturas
Queria pegar na sua mão e apontar nossas cores no céu
Queria sorrir ao seu lado
Queria ouvir sua voz mansa de novo.

Queria que você caisse no meu quintal.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SERÁ que isso é QUANTO vale QUEM é COMO eu?

Quanto vale a vida de quem já morreu?
Quanto vale a vida de quem não quer mais viver?
Quanto vale a vida, no fim da vida?
Quanto vale a vida de quem acaba de nascer?

Qual alternativa me resta quando acaba o dia?
Qual resposta eu tenho, quando não me dão o direito?
Qual a hora certa para fazer a coisa errada?
Qual o melhor discurso, quando não se diz a verdade?


Quem faz por mim o que eu desisti?
Quem seria eu, sem eu mesmo do meu lado?
Quem iria por mim, se eu não fosse mais?
Quem entende o que eu digo quando eu fico calado?

Como é a vida de quem não vive mais?
Como é a vida ao lado da vida?
Como é a vida de quem vive correndo?
Como é correr pros braços da vida?

Quando foi que disse que ficaria mudo?
Quando foi que um tropeço me tirou do caminho?
Quando foi que o vento me ensinou algo?
Quando foi que muitos, foi sinal de bons frutos?

Será que só eu me atento para isso?
Será que o relento só faz mal a mim?
Será que a meia-noite não é só o fim do dia?
Será que eu posso descansar agora?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

É isso.

O chão foi inventado para que homens como eu
tivessem o direito de cair!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Besta, triste, bobo. Somos nós que sabemos ser.


Bestas são os homens que dizem não pensar besteiras!

Minha cabeça é um ninho, sempre alimentado pela idéia mãe.
Comida não falta. E quando os filhotinhos já grandes, alçam vôos
vezes até maiores que o de sua matriarca.

Quem consegue entender o desentendido?

Atenção!
A desatenção tomou conta e diz estar pronta para a situação.

Triste são os homens que dizem ser felizes aqui!

Já disse um homem inteligente:
- A felicidade não existe. O que existe são momentos felizes.

Hoje eu estou inteiro, mas escrevo pela metade.
É grande, mas me sinto tão pequeno.
O papel é branco, mas esse homem é tão negro.
Não odeio falar sobre amor.
Até por que estou aqui pensando lá.
Nosso abraço me separa da dor.
E minto se disser que não acredito.

Bom dia! Espera um pouco.
Boa tarde! ‘Guenta’ aí!
Boa noite! É hora de dormir. Vai embora.
Tudo deixado para depois.
E quando for depois, deixar ‘pra’ lá, por que você está aqui.

Eu tenho um prato cheio de vazio, que me completa e faz de mim inteiro.
Como eu posso passar a noite em claro se ela é escura?

Meu ninho se faz na cabeça. E alimento as idéias da minha mãe.
Que diz para eu ser só seu filhote, e me alimentar bem.
Para que possa voar quando ela não estiver mais por perto.

Quem entende o que eu digo?

Atenção!
Os desinteressados se apresentaram, e disseram tomar conta da situação!

Bobo é o homem que diz nunca ter escrito uma baboseira!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Preso ao peito livre

Quando chover entrar em casa e ficar olhando ela cair.
Quando fizer sol entrar no banheiro, ligar o chuveiro,
Para que se pareça com chuva e me deixar cair.

Cidade pequena para uma cabeça imensa.
Ou seria o contrário?
Na verdade, eles são os espertos e eu sou o otário da história.

Não aceito o desprezo
Nem desprezo o que tenho
Aceito o que tenho
E tenho isso preso no peito

Qual é o sujeito da oração quando um sujeito ora?
Me sujeito a Ele quando oro.
Mas como deve orar um sujeito que erra como eu?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Eu vou contar, mas só sobre o que dou conta.

Hoje eu sentei aqui para falar das coisas que me mantêm de pé.
E como não falar dela?
No alto de seus cabelos brancos ainda me chama de ‘Bebezão’.
Dizer que é forte não é fraqueza minha!
Me fez, me deu um nome, me bateu e me fez homem.
Mãe, seu filho agora tem um filho, mas nunca deixaria de gostar do seu brilho.

E por falar nele...
Como eu te amo meu pequeno.
Seu olhos que se parecem com os meus, meu sorriso que é o seu.
E quando me chama de 'Papai', me faz criança de novo.

E por falar no meu pai...
Que saudade de você meu velho.
Vontade de viver o que nunca vivemos.
Vontade de ser o que só você me faria ser.
Queria te contar sobre minhas dores,
e sobre essa menina que me fez ser homem.

E por falar nela...
Ah, dela eu não posso falar!
Mas me matem de pé essas coisas escritas aqui sentado.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Jovem ano novo para um idoso antigo


A idéia de um ano novo cheio de idéias antigas
Renovação?
Renovo?
Ação?
Sei não!
Sei que se você cuspir pra baixo acerta meu rosto,
E se por o pé na lama toma meu posto.

Novo ano com a cabeça ainda cheia.
Já cheio de um ano ainda novo.
Recomeço?
Remo para o meio.

Pra eu me despir você precisa virar o rosto.
Se você se  despedir se despedaça o meu gosto.